Branco,
a mente...
perdido,
o pensamento, a vida...
negro,
o futuro,
vermelho,
A dor que me consome e corroi por dentro como àcido lançado nas entranhas...
Já nem sei se sei escrever..
Apenas sinto as letras como amigas que tiram o sangue derramado em mim e,
nele se imprimem...
Já não sinto o cair das lágrimas,
Já não me sinto a mim...
Apenas dor...
Grande, profunda, dilacerante...
Já não me sinto a mim...
Apenas vozes,
Que discutem, degladeam sozinhas na mente...
Já não me sinto a mim...
Apenas o bater enervante no peito que parece querer explodir...
Já não sinto amor, odio, raiva ou desespero...
Apenas vazio.
Um vazio emenso que nasce não sei donde,
Um abandono terrivel.
Sinto-me orfã,
De mim mesma, dos outros, do mundo...
Perdida numa noite eterna
tentado, lutando
por ver onde nasce o sol...
Queria tanto que tudo fosse diferente...
Queria tanto mudar o meu mundo...
A minha alma...
O meu futuro...
De que adianta erguer para cair de novo?
De que adianta acreditar em nós e seguir em frente?
De que adianta acreditar que nos amam?
De que adianta pensar?
Porque é que arrancam de mim tudo o que me traz luz?
Porque é que o mundo gira, gira... mas volta sempre ao mesmo lugar?
Porque não conseguo ser como toda a gente?
Porque é que pra mim é que sempre mais dificil?
Porque é que eu acredito ainda?
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