2013-06-09

À minha avó paterna, um dos poucos amores puros que tenho...

A fragilidade de um corpo
Não representa a força de uma alma!

Uma flor que nasce na intempérie,
Sobrevive ao tempo, às amarguras,
À fome e ao medo,
Sempre com um sorriso no rosto,
Sempre emanando a sua 
Magnifica beleza,
Sempre protegendo as outras vidas
Que a rodeiam…

O tempo corre e não perdoa,
O Homem colhe a flor,
Não a entende,
Nem verdadeiramente a admira,
Ela esforça-se por manter o seu esplendor,
E sem que vejam,
Recusa mostrar a sua fraqueza…

Longe do seu ar,
Longe das suas raízes,
Ela entristece,
Desiste da esperança…

Uma flor
Que nasce na intempérie,
Sobrevive ao tempo, às amarguras,
À fome e ao medo,
Sempre com um sorriso no rosto
Sempre emanando a sua
Magnifica beleza,

Uma flor,
De candura simples,
De alma guerreira,
Definha,
Confinada ao jarro,
Sem nunca ter visto o sol,
Sem nunca ter visto a primavera.

A fragilidade de um corpo
Não representa a força de uma alma!


CL