Como sempre nesta altura é normal que se criem noticias sobre praxes abusivas e abusos nas praxes par além que denegrir a festa das latas e tudo o que envolve a vida académica como convém. Mas ontem, num telejornal, da sic, que supostamente deveria informar ouvi o ultrajante. Porque uma coisa é contarem o sofrimento injusto, abusivo e ilegal de quem se desculpa com as praxes para libertar instintos primários de abuso de violência e para libertar psicoses e traumas, descarregando nos outros ( nos politécnicos, principalmente). Mas outra coisa e falarem de um caso ( com toda a justiça) de um rapaz que segundo os indícios morreu por esses abusos à já algum tempo e que o caso foi arquivado por falta de provas, mas afirmando que foi na Praxe. Quando no decorrer da peça se percebe que este andava numa Tuna, e que foram os dessa tuna que o praticaram com ele independentemente da época, ou seja sempre. Ora as Tunas têm os seus regulamentos próprios e as "Praxes" próprias. Não é que isso esteja correcto, de maneira nenhuma, e apesar de as tunas serem parte tradicional das universidades, são organismos diferentes tal como as républicas. E quem pratica A praxe tradicional nas faculdades e no dia-a-dia académico, não tem que ser englobado na "Praxe" das tunas. Deveriam inventar uma palavra própria para o tipo de metas e objectivos que impôem, nas tunas, para as passagens de "escalão" !!!!!!
uma alma descorre de um ser. todos os seres passam por uma vida. de certa forma as vidas chegam a assemelhar-se... no exemplo, na experiência podemos reencontrar-nos!
2004-10-17
noticias
Como toda a gente sabe, e se não sabe deveria saber, estamos na altura da recepção ao caloiro aqui na universidade de Coimbra e como tal, temos a Latada. Com a latada o cortejo, as bebedeiras, os jantares, as noites, etc.. È tudo muito bonito, mas este ano, eu não sou mais caloira.. e como tal quem vestirá a minha afilhada sou eu... e ainda tenho que lhe preparar a "vestimenta" ( se é que se pode chamar vestimenta aquilo!) e como somos pobres, ainda tenho que costurar e cozer muito, fazer o cartaz dela, etc. E claro, uma coisa boa, ela paga-me o jantar na noite da serenata da latada ( e eu a ela na queima) . Com tais acontecimentos imperdiveis por acontecer, não estranhem que os post diminuam ou mesmo estagnem até desta quarta a 8. Até porque inda falta praxar muito e a vida académica anda em polvorosa... e eu adoro PRAXAR... no bom sentido da palavra claro!!!
2004-10-16
saudade
Saudade é um sentimento profundo e uma das palavras mais dificeis de traduzir. Mas é também um sentimento doloroso que pelo menos todos os portugueses reconhecem, senão também não a teriam inventado...
Por mais consciencia que se tenha (em certos casos) de que é temporári, a dor, o estado de espirito, a saudade inunda a nossa alma e torna todo o mundo à nossa volta cinzento se não mesmo negro. Baralha-nos os sentidos e torna-nos impotentes para os recontrolarmos... tenho fome, já não tenho fome. levanto-me, deambulo. Sento-me, vou ver televisão. Saio e não me divirto, regresso e não me intusiasmo... bolas!!!
Quando a saudade aperta por alguém lembramos-nos do quanto essa pessoa é significativa para nós. Torna-mos mais nítido o que passou a ser um dado adquirido, o amor que sentimos. Prestamos atenção aos pequenos minutos que estamos sem a pessoa, quando estupidamente deveriamos era prestar ainda mais atenção e aproveitar melhor os momentos em que estamos fisicamente com a pessoa que amamos.
A saudade, no meu ver, não é apenas um lamento. Ou melhor não deveria ser encarado como lamento, uma dor mas como uma aprendizagem uma chamada de atenção orgânica para que os sentimentos não se diluam no dia-a-dia...
Por mais consciencia que se tenha (em certos casos) de que é temporári, a dor, o estado de espirito, a saudade inunda a nossa alma e torna todo o mundo à nossa volta cinzento se não mesmo negro. Baralha-nos os sentidos e torna-nos impotentes para os recontrolarmos... tenho fome, já não tenho fome. levanto-me, deambulo. Sento-me, vou ver televisão. Saio e não me divirto, regresso e não me intusiasmo... bolas!!!
Quando a saudade aperta por alguém lembramos-nos do quanto essa pessoa é significativa para nós. Torna-mos mais nítido o que passou a ser um dado adquirido, o amor que sentimos. Prestamos atenção aos pequenos minutos que estamos sem a pessoa, quando estupidamente deveriamos era prestar ainda mais atenção e aproveitar melhor os momentos em que estamos fisicamente com a pessoa que amamos.
A saudade, no meu ver, não é apenas um lamento. Ou melhor não deveria ser encarado como lamento, uma dor mas como uma aprendizagem uma chamada de atenção orgânica para que os sentimentos não se diluam no dia-a-dia...
2004-10-14
faculdade...
dei comigo a iniciar um novo ano na faculdade... digamos um triste ano... das pessoas que mais animavam(faziam a diferença) naquela turma trocaram para psicologia. a sala esta desolada.. os diferentes que ainda permaneceram estão de olhar vazio mas recomeçando a viver... as "galinhas" que percorrem e lutam pelos lugares da frente quase que nos dominam com a sua melancolia e mecanicismo... nem vontade para baldar a uma aula surge... 2, 3 pessoas com quem partilhar uma conversa inteligente.. 1 ou nenhuma com quem falar da alma...
não existem sorrisos.. não à mais amigos a bater na minha casa para comer camarões e beber jerupiga Às 3 da manhã..
Como é possivel que cada vez mais sejamos uma minoria...
como é possivel que a universidade, centro intelectual por excelência, cheio de tradições de tertulias, de loucos, de génios... de amizades eternas e de discussões universais descai para este degredo...
irão ser mais 4 anos de calhamaços de folhas com autores por discutir e pensar.. para depois.. depois... trabalhar... mecanizar...
chamamos a isto vida!!!
Mas que raio de seres humanos somos nós!!!
até doi!!!
não existem sorrisos.. não à mais amigos a bater na minha casa para comer camarões e beber jerupiga Às 3 da manhã..
Como é possivel que cada vez mais sejamos uma minoria...
como é possivel que a universidade, centro intelectual por excelência, cheio de tradições de tertulias, de loucos, de génios... de amizades eternas e de discussões universais descai para este degredo...
irão ser mais 4 anos de calhamaços de folhas com autores por discutir e pensar.. para depois.. depois... trabalhar... mecanizar...
chamamos a isto vida!!!
Mas que raio de seres humanos somos nós!!!
até doi!!!
searching in the past...
hoje acordei ao fim de muitas horitas de sono e só tenho aulas muito tarde, para além de que o meu mais que tudo foi para as aulitas dele... dei comigo a rever um passado presente escrito pelas mãos de um amigo e não pelagiando um alto escritor, colei pedacitos do que encontrei e criei um post um pouco marado, que se calhar só eu entendo, mas que quis deixar aqui connvosco...
Fui ter com uma amiga minha...
...até porque há sentimentos e memórias que pura e simplesmente não cabem em molde algum que lhes tentemos impôr.
Vim para casa. Contigo rapariga contigo, safámo-nos da trupe que te queria apanhar, e só descansei quando o telemóvel tocou a dizer que estás bem.
..a ti Bruno que és um autêntico farol no nevoeiro deste ano (e não só pela tua altura) e a ti Carla que és mais que um anjo às vezes e a ti Maggie de Santa Comba (vocês os três são a minha salvação nowadays)...
Quando se lêem umas reticências, que parecem desajustadas de todo o discurso, ali, naquele sítio, podemos ler tudo... tudo mesmo... todas as palavras que queremos e gostaríamos efectivamente de ler, escritas por quem gostaríamos que fossem escritas, mas também todas as palavras que temos medo e receio que fossem escritas, por quem uma vez se lembrou de lá escrever um dia ". . ."...
Recordar é viver
Recorda-me e viverás
Esquece-me quando eu te esquecer
E nunca me esquecerás!
... há coisas que mudam, e há coisas que nunca mudam. E há as amizades. Que ficam para sempre
"Sim, o blog realmente tem umas coisas que tocam cá no fundo... bem no fundo... onde um gajo não consegue sequer coçar..."
não se esqueçam não fui eu que escrevi. e visitem www.a-tasca.blogspot.com é simplesmente fantástico aquilo que eles fazem...
Fui ter com uma amiga minha...
...até porque há sentimentos e memórias que pura e simplesmente não cabem em molde algum que lhes tentemos impôr.
Vim para casa. Contigo rapariga contigo, safámo-nos da trupe que te queria apanhar, e só descansei quando o telemóvel tocou a dizer que estás bem.
..a ti Bruno que és um autêntico farol no nevoeiro deste ano (e não só pela tua altura) e a ti Carla que és mais que um anjo às vezes e a ti Maggie de Santa Comba (vocês os três são a minha salvação nowadays)...
Quando se lêem umas reticências, que parecem desajustadas de todo o discurso, ali, naquele sítio, podemos ler tudo... tudo mesmo... todas as palavras que queremos e gostaríamos efectivamente de ler, escritas por quem gostaríamos que fossem escritas, mas também todas as palavras que temos medo e receio que fossem escritas, por quem uma vez se lembrou de lá escrever um dia ". . ."...
Recordar é viver
Recorda-me e viverás
Esquece-me quando eu te esquecer
E nunca me esquecerás!
... há coisas que mudam, e há coisas que nunca mudam. E há as amizades. Que ficam para sempre
"Sim, o blog realmente tem umas coisas que tocam cá no fundo... bem no fundo... onde um gajo não consegue sequer coçar..."
não se esqueçam não fui eu que escrevi. e visitem www.a-tasca.blogspot.com é simplesmente fantástico aquilo que eles fazem...
2004-10-07
desabafo ao desabafo...
Falar como o coração nas mãos é realmente muito dificil, e quando nos aproximamos de uma pessoa que nos marca pela sua beleza interior, rara nos dias de hoje, e secamente lhe pedimos as sobras da nossa alma, que ainda permanecem com ela, o coração quase que salta pela boca de tanta dor... ter que se ser duro, aspero e indiferente, sem que as lágrimas corram face abaixo, é realmente muito dificil.
Mas mais dificil ainda é ouvir o despreso, a frieza e a ausência do outro lado, sem cair a seus pés e perguntar onde está toda uma cumplicidade, toda uma compreensão, a amizade, que unia duas pessoas poucos meses antes...
Mais dificil ainda é percorrer o mesmo espaço onde estás, ver-te chegar, percorrer os teus olhos por um instante, e acima da dor de não falares e a dor de ver a tua ausência nesse olhar...
(Nunca pensei que doesse tanto...)
Deus me perdoe pela infâmia, mas essa dor assemelhasse cada vez mais à dor que à 3 anos percorreu o meu corpo pela morte dolorosa de um outro amigo como tu!
Atrevo-me mesmo a dizer que é pior... pois a esse, entendi o motivo, embora não aceite. A esse eu não o consigo ver ou sentir, nem que quisesse... Contigo, meu amigo, é o mesmo mas, a dez centimetros...
À 3 anos aguentei sozinha, hoje se não fosse o amor da minha vida, talvez a dor já me tivesse morto a alma...
Sei que sou uma pessoa dificil, talvez por isso sejam poucas as pessoas às quais sou capaz de amar... mas quando isso acontece nunca mais sou capaz de parar de gostar..
Por isso, falar com o coração nas mãos é dificil mas, tal como agora o faço, não é impossivel...
Impossivel é lidar com o sentimento que nos faz ficar com o coração nas mãos quando ele nos está defronte e não conseguimos simplesmente apagá-lo, esquecê-lo ou resolvê-lo...
tornarmor-nos frios e respeitar o afastamento dos outros é humanamente possivel... mas realmente deixar de sentir é humanamente impossivel...é mesmo impossivel!..
Mesmo nos momentos de raiva em que pareco odiar-te, o odio é um sentimento. Mesmo quando desespero por me sentir tão só estando a tão pouca distância de ti, a tristeza é um sentimento...
Para quem gostamos, falar com o coração nas mãos acaba por ser sempre o mais fácil, o mais dificil passa a ser o impulso que nos leva a cometer essa "loucura" sã e nos leva a procurar o que á de mais moderno para suplantar as dificuldades... dificil para mim e pedir-te para falarmos...é mesmo falar...
Mas mais dificil ainda é ouvir o despreso, a frieza e a ausência do outro lado, sem cair a seus pés e perguntar onde está toda uma cumplicidade, toda uma compreensão, a amizade, que unia duas pessoas poucos meses antes...
Mais dificil ainda é percorrer o mesmo espaço onde estás, ver-te chegar, percorrer os teus olhos por um instante, e acima da dor de não falares e a dor de ver a tua ausência nesse olhar...
(Nunca pensei que doesse tanto...)
Deus me perdoe pela infâmia, mas essa dor assemelhasse cada vez mais à dor que à 3 anos percorreu o meu corpo pela morte dolorosa de um outro amigo como tu!
Atrevo-me mesmo a dizer que é pior... pois a esse, entendi o motivo, embora não aceite. A esse eu não o consigo ver ou sentir, nem que quisesse... Contigo, meu amigo, é o mesmo mas, a dez centimetros...
À 3 anos aguentei sozinha, hoje se não fosse o amor da minha vida, talvez a dor já me tivesse morto a alma...
Sei que sou uma pessoa dificil, talvez por isso sejam poucas as pessoas às quais sou capaz de amar... mas quando isso acontece nunca mais sou capaz de parar de gostar..
Por isso, falar com o coração nas mãos é dificil mas, tal como agora o faço, não é impossivel...
Impossivel é lidar com o sentimento que nos faz ficar com o coração nas mãos quando ele nos está defronte e não conseguimos simplesmente apagá-lo, esquecê-lo ou resolvê-lo...
tornarmor-nos frios e respeitar o afastamento dos outros é humanamente possivel... mas realmente deixar de sentir é humanamente impossivel...é mesmo impossivel!..
Mesmo nos momentos de raiva em que pareco odiar-te, o odio é um sentimento. Mesmo quando desespero por me sentir tão só estando a tão pouca distância de ti, a tristeza é um sentimento...
Para quem gostamos, falar com o coração nas mãos acaba por ser sempre o mais fácil, o mais dificil passa a ser o impulso que nos leva a cometer essa "loucura" sã e nos leva a procurar o que á de mais moderno para suplantar as dificuldades... dificil para mim e pedir-te para falarmos...é mesmo falar...
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