será que vou ficar como tu, perdida na noite no meio de mim?
será que vou perder o sentido de mim?
será que o que vejo e sinto são reflexos do espírito maligno que te assombra entrando em mim..
diz-me se é masoquismo ou dor o que sinto no peito?
sê para mim uma vez o que sempre deverias ter sido desde que me crias-te...
diz-me como é?
diz-me como se sabe onde acaba a razão que nos guia...
solta a minha alma deste calvário
diz-me se em mim o diabo também habita
diz-me se algum dia poderei ser leve como uma pluma
voar pela vida comigo em mim,
amando, sorrindo, cantando, sonhando, vivendo...
sem medo de ser demasiado alto e não voltar
com medo de perder a todos sem ver
com medo de acordar fechada numa bola de cristal vivendo aquilo que a minha mente quer...
salva-me com o teu saber...
deixa-me voar
deixa-me acreditar
que isso é apenas um desaire teu, do teu ser, da tua alma, do teu destino
e não do meu...
uma alma descorre de um ser. todos os seres passam por uma vida. de certa forma as vidas chegam a assemelhar-se... no exemplo, na experiência podemos reencontrar-nos!
2005-07-05
solidão
Na escuridão da noite, de encontro a cada canto, a cada aroma, a cada tu que deixas-te tão apressa para trás, não me encontro a mim mesma... o meu peito aperta desde que te vi arrancar naquele maldito autocarro que me arracou gordas lágrimas de uma tão tenra saudade...
já tive mil e uma doenças... já gritei, já irritei, já chatei toda a gente que me rodeou hoje..
e tu?
tu que tão depressa e subitamente quizes-tes partir
tu que ias ver a tua irmã, estar com ela no seu dia de anos
tu que ias matar saudades da tua mãe...
deixaste-me aqui perdida... só ... triste..
cada vez que atendes-te parecia estar a falar a um estranho sem tempo para mim, interpelado por todos...
tu, que disseste que ligavas quando chegasses do café... e ainda não ligas-tes..
tu, que queres ser o primeiro a lá chegar e um dos primeiros a sair comigo...
tu, que mal tens disparatado ou corrido atrás de aventuras... e dos grupos de amigos... ias perseguindo um deles...
que mais fazes sem mim??
porque o fazes só quando estás sem mim?
sabes o que doi mais? não é fazeres nada... e sentir na tua voz a emoção de teu auto-reencontro... e ecoar na minha mente a voz dela... e sentir as lágrimas a querer saltar fora quando fujo da voz do meu coração, que me diz que não és mais meu... que te prendo e amarro sem saber... que te trouxe para uma vida que não é tua, para um tu que não és tu...
achas que me ouves???
ouvirei a maquinazinha a tocar dizendo para te ligar... ouvindo a tua voz dizendo que me amas... que te está a custar tanto como a mim... que disparate... claro que não, não fui eu que parti... fugi... fostes tu!
já tive mil e uma doenças... já gritei, já irritei, já chatei toda a gente que me rodeou hoje..
e tu?
tu que tão depressa e subitamente quizes-tes partir
tu que ias ver a tua irmã, estar com ela no seu dia de anos
tu que ias matar saudades da tua mãe...
deixaste-me aqui perdida... só ... triste..
cada vez que atendes-te parecia estar a falar a um estranho sem tempo para mim, interpelado por todos...
tu, que disseste que ligavas quando chegasses do café... e ainda não ligas-tes..
tu, que queres ser o primeiro a lá chegar e um dos primeiros a sair comigo...
tu, que mal tens disparatado ou corrido atrás de aventuras... e dos grupos de amigos... ias perseguindo um deles...
que mais fazes sem mim??
porque o fazes só quando estás sem mim?
sabes o que doi mais? não é fazeres nada... e sentir na tua voz a emoção de teu auto-reencontro... e ecoar na minha mente a voz dela... e sentir as lágrimas a querer saltar fora quando fujo da voz do meu coração, que me diz que não és mais meu... que te prendo e amarro sem saber... que te trouxe para uma vida que não é tua, para um tu que não és tu...
achas que me ouves???
ouvirei a maquinazinha a tocar dizendo para te ligar... ouvindo a tua voz dizendo que me amas... que te está a custar tanto como a mim... que disparate... claro que não, não fui eu que parti... fugi... fostes tu!
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