À minha avó paterna, um dos poucos amores puros que tenho...
A fragilidade de um corpo
Não representa a força de uma alma!
Uma flor que nasce na intempérie,
Sobrevive ao tempo, às amarguras,
À fome e ao medo,
Sempre com um sorriso no rosto,
Sempre emanando a sua Magnifica beleza,
Sempre protegendo as outras vidas
Que a rodeiam…
O tempo corre e não perdoa,
O Homem colhe a flor,
Não a entende,
Nem verdadeiramente a admira,
Ela esforça-se por manter o seu esplendor,
E sem que vejam,
Recusa mostrar a sua fraqueza…
Longe do seu ar,
Longe das suas raízes,
Ela entristece,
Desiste da esperança…
Uma flor
Que nasce na intempérie,
Sobrevive ao tempo, às amarguras,
À fome e ao medo,
Sempre com um sorriso no rosto
Sempre emanando a sua
Magnifica beleza,
Uma flor,
De candura simples,
De alma guerreira,
Definha,
Confinada ao jarro,
Sem nunca ter visto o sol,
Sem nunca ter visto a primavera.
A fragilidade de um corpo
Não representa a força de uma alma!
CL
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